• Maria José Menezes – Vitória – ES

O balão ia subindo,

No azul da imensidão.

A fogueira acesa,

Frutos assados,

E um busca-pé despachado.

Os acordes de um violão,

A brincadeira do chapéu,

A deliciosa jenipapina.

Em todos a alegria lidera.

Festa com sentido pagão,

Lúdica e sensual.

Muita dança e paquera,

Estrelinha douradas

Do fogo se desprendiam,

Como portadoras efêmeras

Dos bens que eu queria.

Restaram cinzas quentes!

Não sei se me aqueceram

Neste final da noite fria.

  • Maria José Menezes – Vitória – ES

Nossos corpos se uniram

Num contato sensual.

Nossos corpos se amaram,

Numa entrega total.

Deite-te amor inteiro:

Pele, pelo, paixão.

Outro igual não serei capaz.

Seu sadismo, a maldade

Do teu coração fugaz

Destruíram nossa relação,

Gota a gota, até findar.

Maria, como tantas outras Marias,

Machucada...

Pelo gosto da ingratidão,

Por um largo sonho de viver

Carrega saudades

E a dor calada

Das sobras deste mal querer.

  • Maria José Menezes – Vitória – ES

Minha cidade cresceu nas trilhas do café, e até hoje é o seu produto de maior relevo.

A história dessa cidade está intimamente ligada à garra de seus habitantes, inclusive àqueles imigrantes que vieram de outras paragens.

Participantes assíduos dos principais eventos ali realizados formavam a comunidade.

A cidade possui escolas, clubes recreativos e esportivos e várias outras atrações de lazer.

As Festas comemorativas realizadas com frequência, contam com a presença de grupos locais, e seu carnaval era alegre e descontraído.

É intensa a religiosidade de seu povo.

No mês de maio, a festa era em louvor a Nossa Senhora da Boa Família e envolvia todos os moradores dos arredores. As Ladainhas eram realizadas com profunda emoção, seguidas das quermesses que se estendiam até altas horas.

O prazer de ver as prendas, desde bolo confeitado até garrotes e novilhas bem nutridos, resultavam em bela confraternização.

No encerramento, uma procissão atravessava a Cidade.

O andor com a imagem de Nossa Senhora era conduzido por representantes de autoridades locais. O povo acompanhava contrito, a pé, até a Igreja, no alto da colina e a imagem sacra era coroada por crianças da comunidade, lindamente vestidas de anjos, entre cantos, flores e luzes.

É uma pena que em nossos dias, por razões diversas, festa assim não seja realizada com tamanha religiosidade.

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