• Maria José Menezes – Vitória – ES

A Rua Barão de Monjardim está situada no Centro da Cidade de Vitória. É estreita e curta e seu trajeto se faz a pé, numa caminhada saudável do dia a dia. Oferece paz interior e aconchego

Sustenta uma colina verdejante, considerada o pulmão verde junto ao coração da Cidade, denominada “Gruta da Onça” desde 1988. Essa colina verdejante está localizada nos contra fortes do Maciço Central, no município de Vitória.

Tem o seu nome ligado a uma lenda.

Contam que um índio havia debruçado para beber água em fonte que existe no lugar, quando se deparou com a imagem de uma onça no espelho das águas, pronta para dar um bote. O índio se desesperou e desceu o disparada, em direção ao mar, sempre perseguido pelo feroz animal.

O índio entrou no mar e foi socorrido por colonos que afugentaram a onça.

O Parque Municipal “Gruta da Onça” é local de muita visitação e se tornou ponto turístico.

Na entrada principal do Parque, existe a figura uma onça de granito, em posição de ataque, ao lado da nascente, entre plantas agreste e cascalhos, expondo aos olhos de visitantes, a agressividade do verdadeiro animal.

A subida até o alto do Parque é longa, porém muito agradável, protegida pela sombra das árvores.

Um manto verde, uma camada uniforme de ramos dos ipês, perobas, jacarandás, mulembás, onde os sabiás, os bem-te-vis encrespam suas asas em voos rasantes, quebram o silêncio agreste, trazendo os visitantes para maior comunhão com a natureza.

Às vezes o rastejar de um réptil entre as folhas secas, à guisa de cobra, nos assusta quando o cri... cri...dos grilos e o esvoaçar de borboletas alegram o verdejante cenário da Colina.

A vida a gente ama.

Quando os ipês se cobrem de flores amarelas, a cor do Brasil, o visitante se veste de verde.

  • Regina Menezes Loureiro

A rua estava deserta! A caminhada ainda não acabou. Nas asas do pensamento sigo em busca de meus sonhos. É preciso procurar logo o céu além das nuvens, buscar a amplidão do horizonte... voo em busca de minha alma e penso em você, enquanto acalento versos de amor.

Em minha frente o infinito pede passagem. Não quero questionar o que passou. Quero eternizar o amanhã.

O mundo todo vai se abrindo a cada passada minha.

Sou feliz. Não quero chegar ao fim da jornada. Levanto os olhos e vejo a amplidão. Uma vida inteira...

Rua deserta em dia de domingo, brisa brincando em meu corpo, aragem que traz juras de amor, pássaros estão tão perto!... e a lembrança de sua presença quente e verdadeira.

Vejo um jovem caminhando, ainda longe, mas vinha em minha direção.

A rua deserta, e tudo virou cinza, nublado.

Senti a boca seca.

Pensamentos desencontrados, desconhecidos, mistério...

Ficou só a certeza do meu caminhar.

Conferi a retaguarda. O sol, o momento, o estridular das cigarras, luzes, sombras. Reduzi o ritmo das passadas. O sujeito estava agora ao meu lado.

De repente ele começou a gritar:

- Quero “cumê”! tenho fome! Um trocado pelo amor de Deus!. Quero pão, café... Quero dormir, preciso de tudo...

Com a sua caminhada de infernal gritaria, acordava toda a vizinhança.

De repente, toda a selvageria se dissipou e um gesto de amor surgiu e um grito de compaixão pairou no ar.

- Achei um canário no chão da calçada! Está machucado!

Com a mão em concha, delicadamente protegia a ave.

Nova luminosidade no olhar, nova beleza no mundo e mais amor no coração do homem!

A fragilidade do pássaro humanizou a fera!

  • Regina Menezes Loureiro

A existência? A escola?

De fato, é um caos!

Um nojo!

Levo meus dias à mercê da insegurança, mas nunca desanimo neste abismo profundo.

Não aceito apenas ser.

Quero a liderança, quero muito transformar o mundo, a cultura quero mudar, transformar, ser EU!

No mundo, quero ir fundo!

Mundo desnudo, mundo imundo...

Memórias quero deixar.

As teias existenciais!? Elas vêm de Zap.

Quero interferir até na infinidade do tempo.

Vim para viver a glória do Amor e apreciar a Luz da Beleza, isento.

Isto sim é top!

Vim aqui, cheguei chegando para ser de todos e com todos interagir, amando...

À tarde, volto da vida a fadiga me trai.

O passado apagou-se, os anos não contam mais me regozijo por tudo, tudo me interessa e jamais pretendo fugir.

Levo a vida galopando.

Quero interagir. Sou amizade pura!

Adorada loucura!...

Como criador de novas palavras, estou na vanguarda da espécie.

Hoje estou um nojo.

Posso assumir! Quero dançar, dançar com a mina ao som do meu violão, e curtir.

Afinal o que são vozes, versos, estrelas?

São tijolos de uma realidade a construir.

Meus desejos? nem o sono pode aplacar.

Não tenham piedade de mim.

Enfim, a piedade aos fracos vou destinar.

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