VIDA

Nem o bronze, nem portas de aço, nem o ouro,

nem mesmo o mar pode vencer o tempo da vida.

Pedras, terra, tudo não pode acelerar o estouro

da flor que desabrocha, das sombras, das lembranças.

Imagens retorcidas entre matizes descoloridos,

é o espanto da morte... devo morrer um dia...

Pintam figuras disformes na floresta petrificada,

é o corpo que sofre, é a alma que se agiganta.

Nas entranhas da terra entre máscaras de cera,

esplendores esquecidos de toda a vida vivida.

Em momentos passados entre flores vivazes.

uma alma errante, altares, tronos,

imensas riquezas de nada valem,

apodrecem.

Nem sábios, soberbos ou grandes, senão

lembranças de umas sombras.

Um coração sem nenhuma epiderme,

a caminho do céu.

Dobrai-vos diante da cruz,

buscai a palavra Jesus

Deixai seu nome escrito num papel.