top of page

Se somos todos iguais

perante Deus que é a lei,

o que falta neste mundo,

com amor, construirei.

Não é a roupa do corpo

que já faz você melhor.

Se você não for do bem,

Será sujeito pior.

Todo ser humano bom

Não inventa uma desculpa.

Tem que perdoar, é dom

e pede perdão sem culpa.

Sem uma boa amizade

sei que não posso viver

Sem orgulho e vaidade

vamos ver acontecer. Pelo universal amor,

luto pela igualdade.

Não esqueço da justiça

e também da liberdade.

E sempre no bem andar,

de cabeça sempre erguida.

Mas tenha um coração limpo,

será tranquilo na vida.

Se você plantar amor

em tudo com igualdade,

justo será, por favor,

vença já com liberdade.

A luta é pelo amor a luta é pela igualdade lutemos pela justiça e também por liberdade!

Igualdade em corações

do branco, negro do afim.

perdoar sem restrições

a quem não gosta de mim.

O mundo é igualdade

verdadeiro coração

Plante amor e liberdade

E será feliz então.

08/02/09

Ao receber o mais recente trabalho do Professor Américo Menezes fui tomada simultaneamente por um sentimento de alegria, gratidão e orgulho. Alegria, por testemunhar a felicidade do autor ao percorrer mais esta relevante etapa de vida no âmbito de sua trajetória acadêmica e existencial. Gratidão por ter sido contemplada com a distinção de poder apreciar um trabalho inédito e de tão importante cunho social. Orgulho, por ter comungado e participado da construção dos mesmos paradigmas, ainda que modestamente, como educadora e pedagoga que luta e acredita: ainda teremos a educação de qualidade que almejamos.

Educação é sempre assunto atualíssimo. Discutir educação é tarefa árdua, mas gratificante. Tarefa árdua porque perpassa todos os níveis da vida e atinge setores mais distintos de nossa sociedade, tais como as áreas da saúde, da política, da sociologia, da economia, da ecologia, só para lembrar as áreas mais em evidência na atualidade. É tarefa gratificante porque faz parte do nosso dia a dia e sua reflexão interfere sobremaneira em nossas vidas.

Em sua excelente obra, EDUCAÇÃO NACIONAL – FORMAÇÃO DO CARÁTER, o Professor Américo Menezes procura resgatar a inspiração de uma educação nacional que realmente eduque nossas crianças. Utilizando linguagem didática nos oferece, com seriedade e autoridade de Mestre com larga experiência na área, preciosas sugestões, verdadeiras lições de educação e vida.

O professor Américo Menezes com o precioso livro EDUCAÇÃO NACIONAL – FORMAÇÃO DO CARÁTER nos brinda com significativas lições de educação sem se omitir de responsabilidades para criticar a formação oferecida hoje aos nossos jovens.

Em EDUCAÇÃO NO JAPÃO ou O EDUCANDÁRIO “CARAÇA” ele nos fornece exemplos de uma realidade de sucesso educacional e em EDUCAÇÃO E INFORMÁTICA enfoca a importância da pesquisa e da informação na preparação das novas gerações. Precisamos acompanhar a evolução da sociedade e lutar, diz o Professor Américo, ir para as ruas, fazer protestos públicos e se preciso for até com faixas e cartazes. É preciso legar aos nossos filhos uma educação de qualidade que instrua e eduque e forme cidadãos livres e conscientes. Ressalta o comprometimento de toda a sociedade e principalmente cobra deveres esquecidos pelos responsáveis da implantação de um programa nacional que realmente atenda aos anseios da sociedade.

Assim, o autor de EDUCAÇÃO NACIONAL – FORMAÇÃO DO CARÁTER mostra como o Brasil, em meio a tantas desigualdades sociais, encontra, nas reflexões sobre a educação um espaço importante para desenvolver críticas e propostas concretas tendo em vista um amanhã esperançoso de vida digna: coloca a vida novamente no seu lugar de honra.

Lembra que o sujeito da nossa reflexão é a pessoa humana que vive num cenário imposto por uma ideologia, num sistema político representado pela globalização que muitas vezes não observa o princípio constitucional de respeito à dignidade humana e qualidade de vida no trabalho. Em O QUE É APRENDER, “Sem aprender, pode-se trocar o útil pelo fútil, o trabalho pela distração. E o resultado não pode deixar de ser um permanente insucesso pessoal, um após o outro” o autor reforça que a educação é que nos impele a priorizar a cidadania como resgate da dignidade humana na sociedade e no trabalho.

Através da análise de questões como EDUCAÇÃO E TRÂNSITO, EDUCAÇÃO E URBANIDADE, EDUCAÇÃO E ECONOMIA, EDUCAÇÃO E INFORMÁTICA e outros o Professor Américo enfatiza que não é possível a adoção de padrões de conduta válidos para toda a humanidade, mas que o respeito às diferenças e o exercício da tolerância e solidariedade são princípios fundamentais para o encontro promissor com o outro.

Era de se esperar que o professor Américo Menezes, Catedrático de Língua Portuguesa e autor de outros excelentes livros sobre Educação, nos premiasse com mais uma obra de qualidade.

EDUCAÇÃO NACIONAL – FORMAÇÃO DO CARÁTER é “uma obra de amor ao Brasil”. Esta afirmação é evidenciada logo no início da obra quando o autor afirma que “O fenômeno que ocorre na atualidade de profundo descaso pelo problema da Educação em nosso país tem uma evidência que era para se sair fazendo protestos...”

Que a leitura e a reflexão destes textos nos ajudem sempre a ser mensageiros da dignidade humana e promotores de uma educação de qualidade.

Já em 1532 a sociedade brasileira se organizou econômica e civilmente, se formou como sociedade agrária na estrutura, escravocrata na técnica de exploração econômica, híbrida de índio e mais tarde de negro.

O Brasil não se preocupou com a unidade ou pureza da raça. O português considerava seu igual aquele que tinha religião igual a sua. O catecismo dos jesuítas e as Ordenações do Reino garantiram a unidade religiosa e a do direito

A sociedade era pautada pelo exclusivismo religioso, o regime autoritário prevalecia pela força do braço e pela espada do fazendeiro. Nunca a sociedade evitou a miscigenação nem excluiu a atração sexual entre as raças formadoras do povo brasileiro, muito menos se viu avesso ao intercurso entre as culturas.

Em Casa Grande e Senzala, Gilberto Freyre sentencia:

Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz no corpo e na alma a sombra ou pelo menos a pinta, do indígena ou do escravo.

Na ternura, na mímica excessiva, no catolicismo em que deliciam nossos sentidos, no andar, na fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos quase todos a marca da influência negra. Da escrava negra que nos embalou. Que nos deu de mamar.

O apoio econômico da aristocracia colonial se deslocou da cana-de-açúcar para o ouro e mais tarde para o café mas sempre manteve o escravo como instrumento de exploração.

A superioridade técnica e de cultura dos negros, provavelmente até melhor que a dos portugueses, a predisposição biológica e psíquica do negro para a vida nos trópicos foi determinante para formação econômica do Brasil.

Os negros angolanos eram os preferidos pelo sistema escravocrata brasileiro.

Considerando todas as relações e afinidades que nos unem, e aqui brevemente discorremos, podemos dizer que, se irmanados, Brasil e Angola caminharão para um progresso infinitamente maior. O que aspiramos, e nisso nos empenharemos, é que o intercâmbio de estudantes e profissionais de todas áreas do conhecimento e de políticas sociais possa aumentar as relações comerciais e culturais promovendo o progresso do povo angolano.

Podemos afirmar que o Brasil é o irmão que deu certo. Pode ajudar porque muito tem para dar e também pode muito usufruir colhendo os benéficos frutos de uma relação de troca, os benefícios de uma relação rica de conhecimentos e aprendizagem.

Antigamente os brasileiros em Angola prestavam ajuda solidária defendendo e protegendo o povo sofrido contra as intempéries da guerra cruel e devastadora. Hoje, até porque não mais existe a guerra, o angolano quer mostrar que pode e sabe fazer acontecer. Precisamos compreender que a necessidade maior do povo angolano, agora, aponta para uma política de trocas. Através de uma relação de parceria com os brasileiros que apoiam angolanos que vivem e produzem no Brasil promovendo a conscientização dos brasileiros que vivem em Angola. A reconstrução de pais só acontece através do intercâmbio técnico e cultural.

Angola situa-se na Costa Ocidental do continente africano e possui grande potencial turístico representado por um patrimônio natural riquíssimo permitindo todo tipo de atividades de lazer e aventuras. O país possui inesgotável riquezas minerais o que atrai a cobiça de povos de todo o mundo.

A reconstrução da infraestrutura e do desenvolvimento rural, após anos de guerra, constitui oportunidade que podemos potencializar pela nossa participação como sócios estrangeiros intensificando a cooperação internacional. O estreitamento de relações com a África se faz necessário e representa obrigação política, moral e histórica

A globalização, fenômeno que começou com os grandes navegadores, atingiu os homens e as suas formas de organização política e social, distribuiu as populações na terra e alterou os valores culturais Estas alterações arrastaram consigo a revisão das formas e das técnicas conhecidas, modificou o comércio entre as nações e avança vertiginosamente em todas direções e formas de vida. Os campos e as cidades adquirem perfis inesperados.

Angola reencontrou o caminho da paz e da reconciliação e abriu suas fronteiras para o mundo dos negócios e do conhecimento.

A ASSOCIAÇÃO de AMIZADE BRASIL-ANGOLA, organização civil, cultural, acadêmica e filantrópica de direito privado defende os direitos humanos das populações angolanas e seus descendentes. Luta por condições favoráveis à inserção socioeconômica justa das populações angolanas no Brasil visando sempre o aprofundamento do conhecimento científico, cultural e esportivo entre os dois países. Sobretudo resgatando a dignidade dos africanos. O desafio é fazer crescer de forma sustentável, combater a fome e a exclusão social. A busca efetiva do intercâmbio visando a prestação de serviços e do incentivo ao comércio é essencial para o desenvolvimento de Angola e altamente compensador para a atual política econômica do Brasil

É compromisso da A ASSOCIAÇÃO de AMIZADE BRASIL-ANGOLA, montar cursos de aperfeiçoamento e conscientização, promover festivais (teatro, cinema etc), estimular a formação de centros de estudos e pesquisas sociais que valorizem o homem e estimulem a troca de experiências científicas e culturas entre os dois países-membros. Uma semana de arte, ciências e cultura Brasil/Angola realizada anualmente com alternância de País sede é uma forma de divulgar produtos e elevar valores de povos com grande tradição de convivência.

Incentivar a política de bolsas de estudos com estágios em Angola é nossa meta de trabalho e valorização culturais..

Os laços que unem a África e o Brasil estão visíveis pela importância que assumem as políticas de comércio à procura da autonomia pela troca de conhecimentos e de serviços..

O Brasil deve participar ativamente dessa nova e auspiciosa fase da história de Angola viabilizando programas de formação profissional, cooperação técnica e educacional.

A aproximação respeitosa e digna do Brasil com a África pela cultura é uma forma de agradecimento mas também gera grandes prespectiva e recíprocas vantagens comerciais.

Brasil e Angola continuam engajados na busca de novos rumos para a ampliação e diversificação do intercâmbio comercial e reforço dos laços de cooperação que unem os dois países.

Essa experiência tem sido altamente positiva e é de se esperar um expressivo aumento da presença brasileira em Angola, para benefício recíproco dos povos deste dois os países.

Envie seu email

Seus detalhes foram enviados com sucesso!

bottom of page