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5 de dez. de 2017

Disposição ordenada de partes, fluxo sonoro e agradável de palavras, sussurros que faz o homem ver o mundo com olhos de Deus.

Suavidade de amantes mãos, de flores orvalhadas, de corpos ardentes que se entrelaçam e se completam.


Poesia que alimenta e desafia corpo e alma de um ser.

Prosa, inesgotável linguagem inspiradora, mesmo sem a forma poética, faz umedecer os lábios dos corpos da vida, palpitar corações amantes, renovar esperanças. Encantamento poético que faz viver humanidades, dá colorido à vida, desperta sensações.

A rigorosa metricidade que define o poema, me foge agora.

Quero a infinita musicalidade da palavra para usá-la com propriedade e desencadear diálogos interativos com fictício leitor.

Como um rio que brota mansamente, que rompe entranhas para nascer tranquilo em sua fonte cristalina, mansamente...que atravessa planícies, salta obstáculos, corajosamente... precipita-se encachoeirado entre pedras, enfrenta penhascos até chegar ao mar cheio de perigos e emoções....como a palavra.

Desejo, minha linguagem como um rio caudaloso, artisticamente traçado. Força que rompe, fertiliza, cria, vibra, move vidas, promove a igualdade e a interação. Torna iguais os semelhantes...

Com palavras, honradas companheiras compostas com desejo e alegria, desafio destinos prefixados, uno elos da corrente que me subjuga aos semelhantes. Abraço minha alma, envolvo meu coração, desdenho minha dor e escarneço de meus sentimentos como sementes espargidas pelo campo. Só a palavra clara, fecunda, cristalina, fluindo em sons penetrantes, convence, dá prazer e entusiasmo a quem a ouve ou lê.

Meus escritos clamam por minha voz, meus gestos, meu olhar, minha fisionomia, minhas atitudes que ressoam através do escrito. Meu poema refulge o vigor de minhas argumentações, o palpitar de meus instintos sensuais que rodeiam meus sonhos de espíritos que existiram antes de mim.

A emoção fertilizante do escritor contamina o leitor e transforma o texto na presença viva do autor.


Podemos enumerar uma série de exemplos bons e ruins a respeito de nossa qualidade. Mas acreditamos e tentamos planejar a nossa atuação de acordo com nossa realidade, numa visão clara do que se podia realizar e sabendo que outras parcerias viriam e com elas a multiplicação de resultados. Condição indispensável para o sucesso de qualquer trabalho é o despertar daqueles que nos leram para que se sintam donos de “As Acadêmicas”. Só assim conseguiremos conquistar e firmar novas posições.

Se formos fixar os nossos problemas e justificar nossas fragilidades encontraríamos barreiras intransponíveis: as inúmeras solicitações do mundo moderno, as necessidades de nossas famílias, baixos salários, falta de espaço e de tempo...

Procuramos soluções para estes problemas reais e bem conhecidos. Não é fácil descobrir um novo caminho mas se pudermos conhecer ou descobrir um caminho, traçar um projeto compartilhado e direcionar nossas forças numa mesma direção encontraremos forma para trabalhar, estudar e ainda prestar serviços de melhor qualidade.

A equipe de “As que ainda seremos melhores com vocês. Acadêmicas” agradece a todos que nos incentivaram neste primeiro ano de vida, especialmente à Academia Feminina Espírito-santense de Letras pelo apoio e incentivo. Acreditamos.



REGINA MENEZES LOUREIRO é capixaba e pedagoga de formação. Orientadora educacional, especialista em ensino fundamental e médio foi professora e diretora da Escola Particular São José de Vitória. Dedica-se à leitura e gosta de escrever em periódicos culturais independentes, é colaboradora do Jornal Acadêmico, da Faculdade onde cursa o terceiro ano do Curso de Direito. Tem trabalhos literários publicados em várias Antologias. Criou o Informativo Cultural Independente “As Acadêmicas” e com ele mantém correspondência com escritores de todo o Brasil..

Presidente da Academia Feminina Espírito-santense de Letras.

Advogada

5 de dez. de 2017

Não sei como se conseguia arrumar toda a bagagem e aguardar a hora de voltar. Crianças e adultos. Adultos e crianças.

Férias na Fazenda Primavera num se esquece.

As pessoas, os animais as plantas, tudo numa sucessão de visões e deslumbramentos.

Cada tipo com suas especialidades e características. Uns tímidos, outros falantes iam se sucedendo. Era um desfile permanente em frente à Casa de Pau, única loja das redondezas, onde se encontrava de tudo mas se deixava sempre registrado um cordel de ingênuos e coloridos documentários orais.

A Casa de Pau foi estrategicamente construída. Independente do lado que se viesse lá estava ela a nossa espera. Branca com telhados vermelhos recebia a todos de portas abertas.

Mestre Jaime era frequentador diário da Casa de Pau. Muito animado chegava sempre pela hora do almoço. Filho do Coronel Aristides possuía um sítio bem cuidado e se esmerava no cuidado de seus cavalos. Preparava com mestria a montaria com arreios sempre novos e lustrosos e não esquecia de ajustar as ferraduras usando instrumentos bem ajeitados. Falava muito, alto e rápido. Tinha sempre muitas histórias para contar e por isso sua chegada era logo anunciada e trazia alegria para as crianças que logo se juntavam no terreiro. Andava quase sempre sozinho a ruminar pensamentos em companhia de seu cavalo de estimação. Tão alto que seus pés encostariam ao chão se a montaria não fosse de porte. Amigo de todos corria os arredores em busca de aventuras a fim de defender os fracos, lutar pela justiça, desagravar damas e donzelas. Estava sempre disposto a ajudar em nome de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, Amém.

Agradava as crianças que se encantavam com as histórias e a figura daquele “Dom Quixote” capixaba.

Estava sempre em atividade física e falante.

Era um grande homem de negócios.


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