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11 de nov. de 2015

A vida vai, a vida vem...

Como onda que se eleva, vaga,

tudo passa... tudo é transitório.

O real não se mostra, apaga,

ultrapassa o que é

em movimentos ondulatórios

e dispensa entendimentos.

Pois é...

Cultivando várias formas de vida

o homem age como se de ferro fosse:

cria sua religião, assume alma de criança,

busca ter, destrói identidades,

veste máscaras, desfaz crença,

cria novas formas pelo verbo.

Sonha...

Na tentativa de vencer outras esferas,

o homem vive de forma intensa,

cria lirismos e se afasta do real.

Pela arte escoa toda sua vida,

procura repouso, combate obstáculos.

Cria...

Na pintura, como criador de mundos,

expõe o texto em fragmentos,

imprime movimentos.

Usa cores na intencionalidade

de colocar para fora

o silêncio dos aprisionados.

Enfeita....

Pela linguagem expõe suas verdades.

Rebelde, busca a liberdade.

Enquanto dramatiza a ação,

fabrica belos poemas.

Entre pausas, cortes e ritmos

com múltiplas possibilidades e

inúmeras vertentes para a leitura,

poetiza...

Na tentativa de compreender o imaginário,

a linguagem nos limites de sua influência.

Recriando o existir, separa, ordena, une...

Preconiza a função criadora.

Na Literatura, na pintura ou na música

expõe o conteúdo da autorreflexão...

Transgride.. .

11 de nov. de 2015

Pode haver coisa mais bela

do que uma flor nascida

na tapera?

A ave que no pequeno ninho

Balanceia,

ou a lua que dourando a treva

a incendeia?

Eu já vi sombras e flores,

vi águas, fontes, verduras,

vi aves morrendo de amores,

o sol queimando lavouras,

com tintas de todas as cores.

Justo, agora, pergunto:

– quem pode ser

o autor de toda beleza?

Olhe atentamente e verá

quem é a raiz do mistério,

a luz, a força,

a razão, a capacidade,

senão o Deus,

Senhor de todas as coisas?

11 de nov. de 2015

Vitória, Cidade Presépio, a todos seduz!

Cidade Sol, com o céu sempre azul,

guarda segredos que nem bom verso traduz.

Suas ruas arborizadas entrelaçam histórias.

Guardam mistérios de grandes vitórias.

As amendoeiras das praças celebram amores.

As aves marinhas protegem seus ninhos,

e o coração da natureza transborda clamores.

Livres asas forçam horizontes,

a viuvinha brejeira esgueirando canais,

e o bem-te-vi com sua canção...

Nos beirais e calçadas

a rolinha rufla penais,

o sabiá laranjeira canta em seu ninho

Em Vitória, a Cidade Presépio,

sorvemos cantos de pássaros,

e de cigarras libertas de subterrâneos

ciciando segredos num mundo em flor.

Não importa que o sol se esconda todinho,

não importa que a escuridão envolva meu dia.

porque minha alma se alegra neste amor.

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