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6 de jan. de 2022

Amar a vida,

amar a natureza

são emoções contidas

na arte de saber amar.



Sobre uma mesa preparada

com linho branco forrada,

um corpo adiposo exposto

com pessoas ao seu redor

para um trabalho de gosto.

Ferem - lhe o ventre, e

de suas entranhas é extraído

um corpo inerte.

Nomearam – lhe semente.

Tem vida, sim senhor.

É função genética, afirma a ciência.

É ainda uma criança, ensina o professor:

em ambiente adequado terá pleno desenvolvimento,

surgirão protuberâncias com adorno verdes, folhinhas e,

se tratada com carinho, se tornará em tempo

árvore frondosa, gigante.

Sob sua copada brincarão crianças

em manhãs ensolaradas.

Nas tardes outonais, em meio ao crepúsculo,

guardará, em silêncio, segredos dos amantes.



6 de jan. de 2022

O amor é beleza,

fonte natural

de vida, continuidade.

Força essencial

na salvação da humanidade

da própria natureza

quase agonizante.



As árvores se vestem de outono,

um bando de sabiás,

outras aves, muitas delas

renovam suas presenças

na mais alta laranjeira do quintal.

Um cantar em minha janela!

Um sabiá brejeiro canta,

e seu canto tem a essência pura

da goiaba e da laranja,

e de outras de igual sabor.

Certo dia, o sabiá deixa o galho,

saúda os companheiros,

e feito peregrino voa distante

à procura de maior liberdade.

O incauto senhor do espaço voa

sobre ondas do mar, conhece

um mundo novo de imensidão,

um céu sem limite para voar.

Alcança o universo num abraço.

e depois dança o sarau das nuvens,

canta o poema dos ventos

em majestosa sinfonia

ao Eterno,

à expansão da vida, tal filho pródigo.

Um jovem em busca de afirmação,

um aprendiz na larga avenida

dos sonhos e aventuras.

Meu pássaro brejeiro!

Esperei, você voltou, com seu canto

nas manhãs ensolaradas,

mas sua plumagem cansada

E no pezinho um anel da perda da liberdade.


6 de jan. de 2022

Quero me unir às almas puras.

Entre breves reflexões

eu me proponho:

à incessante procura

de toda paz

de que serei capaz.


A minha vida,

longa vivida,

muitas alegrias, traz.

Há tantas belezas

que muitas tristezas

vão ficando para trás.

Deixe que eu cante

este lugar fascinante,

o ar puro, águas tranquilas

que vêm do mato a correr.

Deixe que eu cante

o remanso destas águas

em leito macio aconchegante,

onde flutuam, descansam.

Deixe que eu cante

a brisa, o sono relaxante,

a profunda quietude,

as imagens ardentes,

os dias risonhos,

a Natureza em Deus!

Deixe que eu cante

as noites enluaradas,

as estradas percorridas,

os arroubos da juventude,

os arrebatamentos da vida,

as alegrias dos sonhos meus.



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