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  • 6 de jan. de 2022

Recordar é uma prática

constante na vida.

É exaltação ao passado

sem triste saudade sofrida.


A minha vida, os meus sonhos!

Onde estão? Em que lugar?

No espaço livre dos tempos?

A lua aparece a me acariciar,

companheira de momentos!

O amor aconteceu,

um amor intenso

que velejou meu corpo,

queimou minha pele,

embriagou todo meu ser...

Hoje só me resta o vazio,

um universo de enganos,

um eterno sonhar.

Em nada valem preces,

correntes energéticas,

quando o amor arrefece.

Ficam as lembranças

e a força de poder gritar,

a doce magia desse amor fugaz.

  • 6 de jan. de 2022

Envolvida em negro véu,

a noite abraça a terra.

Olhos da lua

descerram meu interior.


Sensações de temor me afligem.

Mergulho nelas,

sofro restos de memória.

Abro a janela,

arde meu coração.

Uma falsa mocidade

incita minhas fantasias,

acende desejos de imaginação.


Queria ver o mundo

sem bramidos de dor.

Ver crianças saudáveis

louras, negras, morenas.

sem preconceitos de cor,

de mãos dadas, brincando,

da manhã ao anoitecer.



















  • 6 de jan. de 2022

Um grito, todos os gritos

há muito tempo guardados,

muro erguido, derrubado,

pede terra o povo aflito.


É viver o leviano,

peitar sonhos,

tropeços aqui,

tropeços acolá.

Um barco de vela branca

no mar revolto

a navegar,

quando o amor acontece,

infinitamente belo.

Escrava de seu destino,

toda mulher mergulha firme

no desfrute deste prazer.

Cada momento

é o aprimoramento do ser.

- tento ser feliz.

Mas tudo é o passageiro:

o amante, o companheiro,

os corpos que se anulam

no encantamento

dos sonhos.

A Natureza!

É viver o leviano,

peitar sonhos.













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