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3 de jun. de 2015

Guardada por serras goianas

Entre rochedos escondida

Num vale verdejante

A pousada do Rio Quente

Guarda segredos latentes

Como virgem dama

Às transparências do amante

Parece adormecida

Caprichosa natureza

Abriga em seu seio

A maior fonte do mundo

Fonte de águas termais

Que se despencam em meio

A jardins, bosques naturais

De exuberante belezas

Águas cristalinas se deitam

Para gozos solutas

De banhos envolventes

Contato mágico

Como ópio suave

Toma conta da gente.

3 de jun. de 2015

São tantas as flores!...

Todas muito belas!

Rosas, margaridas

Leves ao vento

Sob acácias amarelas

Aos meus olhos enamorados

Castas noivas do tempo.

No cenário verde do espaço

Algumas atraentes

Como a luz do amanhecer.

Outras alvos extratos

Em tardes outonais.

Nem o esplendor da lua

Ofusca o encanto das demais.

Todas refletem com ternura

A sensibilidade dos poetas

Com exagero me tocam

Com exagero me sufocam

Diante da rosa

Prisioneira me ponho

Na ânsia secreta do amor

A margarida é para mim

Abrigo divino

Dos meus sonhos.

3 de jun. de 2015

Onde está você?

Menina dos olhos verdes.

Vai a minha menina

Embalada em poesia

Eu quero você

Menina dos olhos verdes.

Vai a minha menina

Embalada em poesia.

É toda graça, bem feminina

Seu vestido rosa

Esconde seu corpo

Um segredo quem sabe?

Um fato consumado.

Menina dos olhos verdes

De onde vem, pra onde vai

Você foge indiferente

Não importa com meus ais.

No caminho dos meus sonhos

Outra menina virá

De olhos azuis, castanhos

De vivo corpo por acariciar

Sensual inteiramente

Sem peso, sem força

Minha alma acalentar.

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