top of page
3 de jun. de 2015

Mulher!

Suas mãos hábeis

Nos trabalhos manuais

Suas mãos bondosas

Socorrem os necessitados

Carinhosas

Afagam o filho pequeno

O protegem no primeiro caminhar

Palma com palma

Para pedir, agradecer

Divinos favores

Não podem ter louvores

Ao conduzirem à boca

Um cigarro

Objeto tão repelente

Condutor de componentes

Destruidores da vida

Ventura a todos legada

Deve ser valorizada plenamente.

3 de jun. de 2015

Sinto um vento frio

Que vem do mar.

Corpo cansado, corpo vazio

Sozinho

Na mesa do bar

Sou a própria fantasia.

No abandono deste desencanto

Acaricio pétalas caídas

De uma flor mulher

Que coloriu minha vida

De sonho sou menino

De real sou um qualquer.

3 de jun. de 2015

Era das Graças?

Maria Filomena?

Era Maria

Simplesmente Maria

Seu pai desempregado

Sem nome, sem valor

Sem terra para trabalhar

Biscates fazia.

Honesto trabalhador

De tal procedência

Maria, menina

De pele morena

Feição bem feminina.

Cabelos escorridos

Sobre os ombros escondidos

Blusa leve vestida

Saia, por decência

Abaixo dos joelhos, comprida

Entre as belas, sem direito

Simples preconceito.

Envie seu email

Seus detalhes foram enviados com sucesso!

bottom of page