O PÁSSARO E A FERA

A rua estava deserta! A caminhada ainda não acabou. Nas asas do pensamento sigo em busca de meus sonhos. É preciso procurar logo o céu além das nuvens, buscar a amplidão do horizonte... voo em busca de minha alma e penso em você, enquanto acalento versos de amor. Em minha frente o infinito pede passagem. Não quero questionar o que passou. Quero eternizar o amanhã. O mundo todo vai se abrindo a cada passada minha. Sou feliz. Não quero chegar ao fim da jornada. Levanto os olhos e vejo a amplidão. Uma vida inteira... Rua deserta em dia de domingo, brisa brincando em meu corpo, aragem que traz juras de amor, pássaros estão tão perto!... e a lembrança de sua presença quente e verdadeira. Vejo um

O BEM-TE-VI

No meio da noite fria, de epidemia, Bem-te-vi perdeu o sono, que agonia, Bem-te-vi! e no meio daquela praça, deitou sua cantoria, causando muita graça. e a voando, bem depressa, Bem-te-vi insone, orando ia, lançando sua prece bem pressa. Que melodia!... Bem-te-vi! A moça que é só poesia ouviu o passarinho ficou feliz, foi à janela, com pena do pobrezinho. Bem-te-vi, na cantoria, se apruma e enquanto a chuva caía, a moça, em seu quarto, se arruma e se pinta, e se faz transformação. Bem-te-vi bonito cantou Prá moça a sua canção. Um sorriso dela escapou e ela esqueceu a aflição da Pandemia.

IDEALIZO

Quando me ponho a refletir, em rimas idealizo amores. Entre pensamentos e sonhos, ondas e brumas, quero viver festejando a vida, navegar e até esquecer choros e dores. Às vezes solitário, devaneio entre rimas, faço a trova sobreviver. Existe um campo magnético que me atrai e seduz, nele busco palavra certa, faço versos e espero ser ouvido. Mas, às vezes, descortinam o tudo e o nada – cruz!... É quando o fôlego crítico é estrangulado na garganta. Crio novas forças, interpreto a cultura, os valores da sociedade, quero mudar o mundo, enfrento gerações. Quero ouvir minha voz para divulgar mil sabores. Quero ser importante, intelectual de realizações. Vou dialogar, buscar novas conquistas, viver

MARAVILHOSO NOVO MUNDO

Pensando no Amor... O vento alterna e balouça meu coração prisioneiro e minha alma murmura na espera de novos amores. Quero pensar, repensar e da vida ser o primeiro que decifra furtivos desejos e belos rumores. Em súplica ao nosso amor eterno, em calores, no universo do seu olhar vou estar por inteiro. Seremos amantes, por jardins pingados de cores, ornado por beijos; promessa de bom companheiro. Vem! a caminhada é certa! e nos levará à salvação. Tudo será oferecido, nenhum tempo será perdido. Neste nosso caminhar vale todo sentido, sem direção, com liberdade, com todo esforço que nos é permitido. Coroada de novos amores e, com razão, este é o merecimento pela meta almejada, nesta viagem de

UMA PESCARIA

Seu Clemente morava na beira de um rio. Apreciador de pescarias, saía quase diariamente, bem equipado para pescar. O rio piscoso permitia-lhe suplementação para o almoço do dia seguinte. Naquela tarde, Clemente saiu um pouco apreensivo porque o tempo estava nublado. Clemente seguiu tranquilo o seu caminho para o rio. Felizmente não choveu e o vento tomou outra direção. Escolheu o local preferido, colocou seus pertences no chão, armou o anzol e acendeu um foguinho para espantar as muriçocas. E esperou... No primeiro arranco do anzol, um bonito robalo foi fisgado. Outros peixes vieram a seguir. Satisfeito encerrou a pescaria. Reuniu seus pertences e quando foi pegar os peixes, notou que os pei

SONHOS NEGADOS

Casas grandes, gaiolas douradas, Negros serviçais, Ao gosto dos senhores, Discriminação racial. Perda de valores, Jogo de interesses pessoais, Injustiça social, Nas senzalas podres e frias. Alimentados pelo jogo da revolta, Grande parte vivia. Buscavam a qualquer preço A liberdade sonhada. Fugas fracassadas Sofrimento e dores. Aos grilhões de ferro tornaram. Um dia lhes deram a liberdade Com garras de escravidão. Em nada valeram o treze de maio, Festa efêmera do centenário! Terras e sonhos lhes foram negados.

FESTA JUNINA

O balão ia subindo, No azul da imensidão. A fogueira acesa, Frutos assados, E um busca-pé despachado. Os acordes de um violão, A brincadeira do chapéu, A deliciosa jenipapina. Em todos a alegria lidera. Festa com sentido pagão, Lúdica e sensual. Muita dança e paquera, Estrelinha douradas Do fogo se desprendiam, Como portadoras efêmeras Dos bens que eu queria. Restaram cinzas quentes! Não sei se me aqueceram Neste final da noite fria.

AMOR ETERNO

Nossos corpos se uniram Num contato sensual. Nossos corpos se amaram, Numa entrega total. Deite-te amor inteiro: Pele, pelo, paixão. Outro igual não serei capaz. Seu sadismo, a maldade Do teu coração fugaz Destruíram nossa relação, Gota a gota, até findar. Maria, como tantas outras Marias, Machucada... Pelo gosto da ingratidão, Por um largo sonho de viver Carrega saudades E a dor calada Das sobras deste mal querer.

MINHA CIDADE

Minha cidade cresceu nas trilhas do café, e até hoje é o seu produto de maior relevo. A história dessa cidade está intimamente ligada à garra de seus habitantes, inclusive àqueles imigrantes que vieram de outras paragens. Participantes assíduos dos principais eventos ali realizados formavam a comunidade. A cidade possui escolas, clubes recreativos e esportivos e várias outras atrações de lazer. As Festas comemorativas realizadas com frequência, contam com a presença de grupos locais, e seu carnaval era alegre e descontraído. É intensa a religiosidade de seu povo. No mês de maio, a festa era em louvor a Nossa Senhora da Boa Família e envolvia todos os moradores dos arredores. As Ladainhas era

GRUTA DA ONÇA

A Rua Barão de Monjardim está situada no Centro da Cidade de Vitória. É estreita e curta e seu trajeto se faz a pé, numa caminhada saudável do dia a dia. Oferece paz interior e aconchego Sustenta uma colina verdejante, considerada o pulmão verde junto ao coração da Cidade, denominada “Gruta da Onça” desde 1988. Essa colina verdejante está localizada nos contra fortes do Maciço Central, no município de Vitória. Tem o seu nome ligado a uma lenda. Contam que um índio havia debruçado para beber água em fonte que existe no lugar, quando se deparou com a imagem de uma onça no espelho das águas, pronta para dar um bote. O índio se desesperou e desceu o disparada, em direção ao mar, sempre perseguid

O PÁSSARO E A FERA

A rua estava deserta! A caminhada ainda não acabou. Nas asas do pensamento sigo em busca de meus sonhos. É preciso procurar logo o céu além das nuvens, buscar a amplidão do horizonte... voo em busca de minha alma e penso em você, enquanto acalento versos de amor. Em minha frente o infinito pede passagem. Não quero questionar o que passou. Quero eternizar o amanhã. O mundo todo vai se abrindo a cada passada minha. Sou feliz. Não quero chegar ao fim da jornada. Levanto os olhos e vejo a amplidão. Uma vida inteira... Rua deserta em dia de domingo, brisa brincando em meu corpo, aragem que traz juras de amor, pássaros estão tão perto!... e a lembrança de sua presença quente e verdadeira. Vejo um

JUVENTUDE

A existência? A escola? De fato, é um caos! Um nojo! Levo meus dias à mercê da insegurança, mas nunca desanimo neste abismo profundo. Não aceito apenas ser. Quero a liderança, quero muito transformar o mundo, a cultura quero mudar, transformar, ser EU! No mundo, quero ir fundo! Mundo desnudo, mundo imundo... Memórias quero deixar. As teias existenciais!? Elas vêm de Zap. Quero interferir até na infinidade do tempo. Vim para viver a glória do Amor e apreciar a Luz da Beleza, isento. Isto sim é top! Vim aqui, cheguei chegando para ser de todos e com todos interagir, amando... À tarde, volto da vida a fadiga me trai. O passado apagou-se, os anos não contam mais me regozijo por tudo, tudo me int

VIDA DE CACHORRO

Você conhece o Beco do Lixo? Pois é... é o beco da fome. Um beco sem saída, onde o bicho homem, só come restos de comida. Pois bem... Pelos becos da vida, eu andava tão só!... Sempre a pé, não pegava nem praia, muito menos mulher, mano! O silêncio era tão denso que até as batidas do meu coração, eu ouvia. Só comia migalhas, não conhecia riquezas e de meus pais?... nada sabia. Os amigos nem me olhavam e de mina e de cachorro, nem lambida! O trem estava tão feio que nem osso sobrava para mim. Havia uns outros filhotinhos de Estrelas, no lixo, comigo jogados. Isto não é vida de criança, nem de cachorro! Não!? Sei que sempre houve espinhos nas rosas de qualquer jardim... Hoje tomei tento. Eu vo

TAMO JUNTO!?

Mano! Você não está entendendo! Não é “xonite” que logo passa. Não! Quero ficar de namoro! Estou podendo... Muitas coisas quero fazer com você, bobão. Dar um rolé: passear, sorrir, agora!... Entendeu, irmão? Eu estou chamando você, bora! Vamos ouvir música, só pancadão? - para me fazer sonhar – porquê na escola ou na aula de geografia, eu não tiro os olhos de você! Fique antenado! Chama que chama! Quero encontrar a vida, tá tudo danado, Quero beber no seu cálice, numa boa, amizade! Vamos saudar a nossa juventude! Ela passa! Salvemos o que ainda nos resta. Oferecerei todo o meu legado! Quero colher estrelas e mais, entregar a você, uma bacana. Não falte em meus ideais! Enfim... viver tudo exa

Postagens anteriores

Envie seu email